Peregrinos de Esperança,
Unidos na Missão
15 de março de 2026
Informações
“Missão, caminho de conversão. Do deserto à vida nova”
4.º Domingo da Quaresma – CAMINHO ILUMINADO
Palavra-chave: Testemunhar
Frase: Quem passa das trevas à luz torna-se testemunha.
Pergunta: O que me impede de ver?
A não esquecer: A fé abre os olhos e chama a dar testemunho da luz recebida.
Renuncia quaresmal
Continua a campanha da renúncia quaresmal, que pode ser entregue nos ofertórios das missas ou no atendimento.
Vigília da Misericórdia
O Serviço Diocesano da Juventude está a organizar uma Vigília de oração e reconciliação, destinada aos jovens, mas aberta a quem quiser participar, no dia 21 de março, às 21h30. Para as Vigararias da Cidade de Lisboa será na Igreja de Santo António em Moscavide.
Domingo de Ramos
No próximo dia 29 de março, damos início à SEMANA SANTA, com o Domingo de Ramos. A celebração terá início às 11h00, com a Bênção dos Ramos, seguida de Procissão, até a Igreja, e Eucaristia. A concentração e bênção de ramos será na entrada do Parque Bensaúde, na Rua Francisco Baía.

QUARESMA 2026
Missão: caminho de conversão
do deserto à vida nova
A Paróquia de São Tomás de Aquino inicia a Quaresma de 2026 com uma proposta de caminhada espiritual e comunitária, inspirada no tema pastoral que nos acompanha. Somos convidados a viver este tempo forte como um caminho de conversão, onde a esperança se torna missão e prepara o coração para a Páscoa.
Ao longo dos cinco domingos da Quaresma, a Palavra de Deus conduzir-nos-á por um itinerário progressivo:
- Deserto – escolher os caminhos certos e confiar em Deus
- Montanha – escutar Cristo e deixar transformar o olhar
- Poço – reconhecer a sede profunda do coração e acolher o encontro
- Caminho iluminado – passar das trevas à luz e tornar-se testemunha
- Túmulo aberto – acolher a vida nova e deixar-se enviar
Esta caminhada será acompanhada por uma dinâmica simbólica visível na igreja, que se irá construir domingo após domingo, ajudando toda a comunidade, crianças, jovens, famílias e adultos, a viver a Quaresma de forma concreta e participada.
Convidamos todos a caminhar juntos, a participar nas celebrações, a acolher as perguntas que cada domingo nos coloca e a deixar que Cristo transforme a nossa vida pessoal e comunitária.
Que esta Quaresma seja para todos nós um verdadeiro tempo de graça, conversão e esperança.
Pe Álvaro Cunha, CM
Tempo da Quaresma
A Quaresma é o tempo litúrgico de quarenta dias que nos prepara para a celebração da Páscoa, centro da fé cristã. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas e prolonga-se até à Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa. É um tempo forte, marcado pela sobriedade, pela escuta da Palavra de Deus e por um apelo claro à conversão do coração.
Um pouco de história
Desde os primeiros séculos, a Igreja sentiu a necessidade de um tempo de preparação intensa para a Páscoa. Inspirada nos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de iniciar a sua missão pública, a comunidade cristã organizou este tempo como caminho de purificação e renovação.
Os “quarenta dias” evocam, na Sagrada Escritura, momentos decisivos: os quarenta dias do dilúvio, os quarenta anos do povo de Israel no deserto, os quarenta dias de Moisés no Sinai, os quarenta dias de Elias até ao Horeb. A Quaresma inscreve-se nesta pedagogia divina: Deus conduz o seu povo pelo deserto para o purificar, educar e renovar na aliança.
Inicialmente ligada sobretudo à preparação dos catecúmenos para o Batismo na Vigília Pascal, a Quaresma tornou-se progressivamente um tempo de renovação para todos os batizados.
A dinâmica espiritual da Quaresma
A Quaresma não é um tempo de tristeza, mas de verdade e esperança. É um caminho que passa pelo deserto para chegar à vida nova da Ressurreição. A Igreja propõe-nos três pilares que estruturam este itinerário espiritual:
- Oração: intensificar a relação com Deus, escutar a sua Palavra, participar mais profundamente na Eucaristia, valorizar o silêncio e a adoração.
- Jejum: aprender a liberdade interior, ordenar os desejos, criar espaço para Deus e para os outros.
- Esmola (caridade): traduzir a fé em gestos concretos de partilha, solidariedade e atenção aos mais frágeis.
A cor roxa, a ausência do “Glória” e do “Aleluia”, a sobriedade da liturgia e o convite frequente à conversão ajudam-nos a entrar nesta atmosfera de recolhimento e decisão.
A Quaresma é, antes de mais, um tempo de graça: Deus oferece-nos a possibilidade de recomeçar. “Convertei-vos e acreditai no Evangelho” – o apelo das Cinzas recorda-nos que a conversão é um movimento contínuo do coração, um regresso confiante ao amor do Pai.
Na nossa Paróquia vivemos este tempo quaresmal sob o tema: “Missão: Caminho de conversão — do deserto à vida nova.”
A Quaresma é apresentada como um verdadeiro itinerário missionário. Não caminhamos sozinhos nem apenas para nós próprios: somos chamados a deixar-nos transformar para melhor anunciar Cristo.
O deserto simboliza os nossos cansaços, rotinas, pecados e resistências. Mas é também o lugar do encontro com Deus, onde a sua Palavra ressoa com mais clareza. Ao longo destas semanas, somos convidados a:
- Recentrar a nossa vida em Cristo;
- Redescobrir a beleza do Batismo;
- Reconciliar-nos com Deus e com os irmãos;
- Assumir com renovado ardor a nossa vocação missionária.
Este caminho conduz-nos à Páscoa, à vida nova que brota do túmulo vazio. A conversão não é um fim em si mesma: abre-nos à alegria de sermos Igreja em saída, testemunhas da esperança que não desilude.
Que esta Quaresma seja, para toda a nossa paróquia, um verdadeiro tempo de graça, um percurso feito juntos, onde, guiados pelo Espírito Santo, passemos do deserto à vida nova que Cristo nos oferece.
Pe Álvaro Cunha, CM









