Peregrinos de Esperança,
Unidos na Missão
ALELUIA! CRISTO VIVE E ENVIA-NOS
Entre nós, todos conhecemos dias mais pesados. O cansaço, as preocupações, as incertezas… e, por vezes, aquela sensação de que a esperança vacila. É precisamente nesse lugar que a Páscoa acontece.
Não como uma ideia distante, mas como uma presença real: Cristo ressuscitou. Está vivo. Caminha connosco. Entra na nossa vida concreta e transforma-a, muitas vezes de forma discreta, mas verdadeira.
Ao longo da Quaresma fizemos um caminho. Tentámos escolher melhor, escutar mais, ir ao essencial, abrir os olhos, libertar o coração. Talvez com avanços e recuos. Talvez com passos pequenos. E está bem assim. Porque a Páscoa não é o prémio dos perfeitos. É o dom de Deus para todos.
O nosso “Aleluia” não nasce porque tudo está resolvido, mas porque Cristo vive. E isso muda o horizonte da nossa vida. Ele vive… e envia-nos. Envia-nos tal como somos, para sermos sinais de esperança no meio do mundo: nas nossas famílias, no trabalho, nas relações, nos pequenos gestos de cada dia.
A fé pascal não se guarda. Vive-se. Por isso, deixo um convite simples: não fiquemos à margem. Celebremos, participemos, deixemo-nos envolver por estes dias santos. E depois, levemos connosco essa luz. Que o Aleluia não fique na igreja, mas passe para a vida.
Aleluia! Cristo vive e envia-nos!
Desejo-vos, de coração, uma Santa e Feliz Páscoa.
Pe Álvaro Cunha, CM
Da Semana Santa à Páscoa
A Semana Santa é o coração do ano litúrgico e o centro da vida cristã. Nela não somos apenas convidados a recordar acontecimentos, mas a entrar, com fé, no mistério maior do amor de Deus revelado em Jesus Cristo.
Ao longo destes dias, acompanhamos o Senhor num caminho que é também o nosso: da alegria da entrada em Jerusalém à intimidade da Última Ceia, onde se faz alimento; da Cruz, onde se entrega totalmente por amor, ao silêncio do sepulcro, onde tudo parece suspenso.
Este não é um caminho do passado. É um mistério vivo. Em cada celebração, Deus continua a encontrar-se connosco, a falar à nossa vida e a abrir horizontes novos. A Cruz, que tantas vezes nos parece sinal de fracasso, revela-se como o lugar onde o amor vai até ao fim e onde começa a nascer algo novo.
É neste caminho que chegamos à Páscoa. O túmulo está vazio. Cristo ressuscitou. A vida venceu. A Ressurreição não é apenas o final de uma história, mas o início de uma vida nova. Cristo está vivo, caminha connosco e transforma a nossa existência a partir de dentro. N’Ele, a esperança ganha rosto, mesmo quando as situações não mudam imediatamente.
A Páscoa prolonga-se no Tempo Pascal: cinquenta dias vividos como um único grande dia de festa. É tempo de alegria, de luz, de comunidade, de crescimento na fé. Tempo para redescobrir que não estamos sozinhos e que somos chamados a viver como ressuscitados.
Celebrar a Páscoa é deixar-se transformar e aceitar o envio: viver com mais fé, mais confiança, mais disponibilidade para amar. É levar para o quotidiano sinais concretos de vida nova.
É fazer da própria vida um “Aleluia”!
Pe Álvaro Cunha, CM










