Horário das Missas e Serviços

Peregrinos de Esperança,

Unidos na Missão

01 de março de 2026

Informações


“Missão, caminho de conversão. Do deserto à vida nova”

 

 

2.º Domingo da Quaresma - MONTANHA

Palavra-chave: Escutar

Frase: A esperança nasce de olhar e escutar Cristo.
Pergunta: A quem escuto? Onde fixo o meu olhar?

A não esquecer: A missão nasce do encontro com Cristo e da escuta da sua Palavra.

 

Adoração ao Santíssimo Sacramento (Capela da Misericórdia)

Quinta-feira, das 16h às 18h30

 

Via-sacra

sexta-feira, às 19h30

 

Visita aos doentes

Dia e hora a combinar: ptomasaquino@gmail.com; 217 262 340

 

Renúncia quaresmal

O fruto da nossa renúncia quaresmal deste ano será destinado a pessoas e instituições afetadas pelas tempestades que assolaram Portugal.

Estão disponíveis os envelopes, que podem depois ser entregues nos ofertórios das Eucaristias ou no Atendimento.

 

 

Festival Vicarial da Canção

Vai realizar-se no sábado, dia 6 de março, pelas 21h00, no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora do Amparo (Paróquia de Benfica), o III Festival Vicarial da Canção Cristã. A entrada terá um valor simbólica de 2€. Os nossos jovens serão um dos concorrentes. Fica o convite para participar e apoiar os jovens da nossa Vigararia.

Por Paróquia São Tomás de Aquino 27 de fevereiro de 2026
7 de março, 21h
Por Paróquia São Tomás de Aquino 18 de outubro de 2025
STA 2025 - Peregrinos de Esperança, Unidos na Missão
Por Paróquia São Tomás de Aquino 7 de outubro de 2025
FOTO: Arlindo Homem/Patriarcado de Lisboa Carta pode ser consultada no seguinte endereço: https://www.patriarcado-lisboa.pt/site/index.php?cont_=40&id=13104&tem=803
Por Paróquia São Tomás de Aquino 19 de março de 2022
Foto do altar da nossa Igreja e do altar da Casa Provincial da Congregação da Missão em Kiev, Ucrânia.
ENTRE NÓS

QUARESMA 2026


Missão: caminho de conversão

do deserto à vida nova


A Paróquia de São Tomás de Aquino inicia a Quaresma de 2026 com uma proposta de caminhada espiritual e comunitária, inspirada no tema pastoral que nos acompanha. Somos convidados a viver este tempo forte como um caminho de conversão, onde a esperança se torna missão e prepara o coração para a Páscoa.


Ao longo dos cinco domingos da Quaresma, a Palavra de Deus conduzir-nos-á por um itinerário progressivo:

  • Deserto – escolher os caminhos certos e confiar em Deus
  • Montanha – escutar Cristo e deixar transformar o olhar
  • Poço – reconhecer a sede profunda do coração e acolher o encontro
  • Caminho iluminado – passar das trevas à luz e tornar-se testemunha
  • Túmulo aberto – acolher a vida nova e deixar-se enviar


Esta caminhada será acompanhada por uma dinâmica simbólica visível na igreja, que se irá construir domingo após domingo, ajudando toda a comunidade, crianças, jovens, famílias e adultos, a viver a Quaresma de forma concreta e participada.


Convidamos todos a caminhar juntos, a participar nas celebrações, a acolher as perguntas que cada domingo nos coloca e a deixar que Cristo transforme a nossa vida pessoal e comunitária.



Que esta Quaresma seja para todos nós um verdadeiro tempo de graça, conversão e esperança.


Pe Álvaro Cunha, CM

Tempos

Tempo da Quaresma


A Quaresma é o tempo litúrgico de quarenta dias que nos prepara para a celebração da Páscoa, centro da fé cristã. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas e prolonga-se até à Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa. É um tempo forte, marcado pela sobriedade, pela escuta da Palavra de Deus e por um apelo claro à conversão do coração.


Um pouco de história

Desde os primeiros séculos, a Igreja sentiu a necessidade de um tempo de preparação intensa para a Páscoa. Inspirada nos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de iniciar a sua missão pública, a comunidade cristã organizou este tempo como caminho de purificação e renovação.


Os “quarenta dias” evocam, na Sagrada Escritura, momentos decisivos: os quarenta dias do dilúvio, os quarenta anos do povo de Israel no deserto, os quarenta dias de Moisés no Sinai, os quarenta dias de Elias até ao Horeb. A Quaresma inscreve-se nesta pedagogia divina: Deus conduz o seu povo pelo deserto para o purificar, educar e renovar na aliança.


Inicialmente ligada sobretudo à preparação dos catecúmenos para o Batismo na Vigília Pascal, a Quaresma tornou-se progressivamente um tempo de renovação para todos os batizados.


A dinâmica espiritual da Quaresma

A Quaresma não é um tempo de tristeza, mas de verdade e esperança. É um caminho que passa pelo deserto para chegar à vida nova da Ressurreição. A Igreja propõe-nos três pilares que estruturam este itinerário espiritual:

  • Oração: intensificar a relação com Deus, escutar a sua Palavra, participar mais profundamente na Eucaristia, valorizar o silêncio e a adoração.
  • Jejum: aprender a liberdade interior, ordenar os desejos, criar espaço para Deus e para os outros.
  • Esmola (caridade): traduzir a fé em gestos concretos de partilha, solidariedade e atenção aos mais frágeis.


A cor roxa, a ausência do “Glória” e do “Aleluia”, a sobriedade da liturgia e o convite frequente à conversão ajudam-nos a entrar nesta atmosfera de recolhimento e decisão.


A Quaresma é, antes de mais, um tempo de graça: Deus oferece-nos a possibilidade de recomeçar. “Convertei-vos e acreditai no Evangelho” – o apelo das Cinzas recorda-nos que a conversão é um movimento contínuo do coração, um regresso confiante ao amor do Pai.


Na nossa Paróquia vivemos este tempo quaresmal sob o tema: “Missão: Caminho de conversão — do deserto à vida nova.”


A Quaresma é apresentada como um verdadeiro itinerário missionário. Não caminhamos sozinhos nem apenas para nós próprios: somos chamados a deixar-nos transformar para melhor anunciar Cristo.


O deserto simboliza os nossos cansaços, rotinas, pecados e resistências. Mas é também o lugar do encontro com Deus, onde a sua Palavra ressoa com mais clareza. Ao longo destas semanas, somos convidados a:

  • Recentrar a nossa vida em Cristo;
  • Redescobrir a beleza do Batismo;
  • Reconciliar-nos com Deus e com os irmãos;
  • Assumir com renovado ardor a nossa vocação missionária.


Este caminho conduz-nos à Páscoa, à vida nova que brota do túmulo vazio. A conversão não é um fim em si mesma: abre-nos à alegria de sermos Igreja em saída, testemunhas da esperança que não desilude.


Que esta Quaresma seja, para toda a nossa paróquia, um verdadeiro tempo de graça, um percurso feito juntos, onde, guiados pelo Espírito Santo, passemos do deserto à vida nova que Cristo nos oferece.


Pe Álvaro Cunha, CM